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"Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor. Vinham da vizinhança, da casa de Bete, mocinha linda, que usava tranças.
Levei apenas uma hora para saber o motivo. Bete fora acusada de não ser mais virgem e os irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira, para que o médico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha ou não o selo da honra. Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca
mais foi à janela, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem.
Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado. Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico.
O laudo médico registrou vestígios himenais dilacerados, e os pais internaram a pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo. Realmente; esqueceu, morrendo tuberculosa e louca.
Estes episódios marcaram para sempre a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres?
Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos. Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas. Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte americanas. Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba. Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens.
E, com isso, Barbies de facaria, provocaram em muitas outras mulheres; as baixinhas, as gordas, as de óculos; um sentimento de perda de auto-estima. Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes >
universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na
política, no jornalismo. E, no momento em que as pioneiras do minismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torná-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.
Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são desarmadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais. Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na
primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.
As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto.
Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência. É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz.
E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa.
Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos.
Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas.
São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer à ternura de suas mentes e a doçura de seus corações"

Rita Lee
>

 Escrito por Carol às 08h55
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Imaginem eu, uma brasileira estivesse morando nos EUA e para ajudar no orçamento, estivesse fazendo bico de babá.
Agora imaginem a minha situação ao cuidar de uma menina e cantasse:
Boi da cara preta, antes dela dormir. Ela iria adorar esta canção, como toda criança,  e a mesma passaria a ser a música que ela sempre pediria para eu cantar ao colocá-la para dormir.
Antes de adotarmos a canção
de ninar, a canção que cantávamos (em Inglês) dizia algo como:

"Boa noite, linda menina, durma bem
Sonhos doces venham para você,
Sonhos doces por toda noite"
(lindo não?)

Eis que chegaria o dia em que Mary Helen me perguntaria o que as palavras, da música Boi da cara preta queriam dizer em inglês:
Como eu iria explicar para ela e dizer que, na verdade, a música era uma ameaça, era algo como: dorme logo, c***, senão o boi vem te comer?” Como explicar que eu estava tentando fazer com que ela dormisse com uma música que incita um bovino de cor negra a pegar uma cândida menina?
Claro que mentiria para ela, mas ao pensar nesta situação comecei a pensar em outras canções infantis, pois não me sentiria bem ameaçando aquela menina com um temível boi toda noite.
Que tal
nana neném que a cuca vai pegar? Outra ameaça! Agora com um ser ainda mais maligno que um boi preto!
Depois de uma frustrante busca por uma canção infantil do folclore brasileiro que fosse positiva me deparei com a seguinte situação:  
O brasileiro tem é trauma de infância. Trauma causado pelas canções infantis!



 Escrito por Carol às 20h45
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Exemplificarei minha tese: 

Atirei o pau no gato-to-to
Mas o gato-to-to não morreu-eu-eu
Dona Chica-ca-ca admirou-se-se
Do berrô, do berrô que o gato deu
Miau!

Para começar, esse clássico do cancioneiro infantil é uma demonstração clara de falta de respeito aos animais (pobre gato) e incitação à violência e a crueldade. Por que atirar o pau no gato, essa criatura tão indefesa? E para acentuar a gravidade, ainda relata o sadismo dessa mulher sob a alcunha de D.Chica.

Eu sou pobre, pobre, pobre
De marré, marré, marré
Eu sou pobre, pobre, pobre
De marré de si.
Eu sou rica, rica, rica
De marré, marré, marré
Eu sou rica, rica, rica,
De marré de si.

Colocar a realidade tão vergonhosa da desigualdade social em versos tão doces!

Vem cá, Bitu! Vem cá, Bitu!
Vem cá, meu bem, vem cá
Não vou lá! Não vou lá! Não vou lá!
Tenho medo de apanhar.

Quem foi o adulto sádico que criou essa rima?

Marcha soldado cabeça de papel
Quem não marchar direito
Vai preso pro quartel”.


De novo, ameaça! Ou obedece ou você vai se fu**.

A canoa virou
Quem deixou ela virar
Foi por causa da fulana
Que não soube remar.

Ao invés deincentivar o apoio mútuo, as crianças são ensinadas a dedurar e a condenar um semelhante. Bate nele, mãe.

Samba-lelê tá doente
Tá com a cabeça quebrada
Samba-lelê precisava
É de umas boas palmadas.

A pessoa, conhecida como Samba-lelê, encontra-se com a saúde debilitada e necessita de cuidados médicos. Mas, ao invés de compaixão, a música diz que ela precisa de palmadas! (Talvez o Samba-lelê seja irmão do Bitú)

O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou.

Como crescer e acreditar no amor e no casamento depois de ouvir essa passagem anos a fio?

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada
O cravo ficou doente
A rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
A rosa pôs-se a chorar.

Só desgraça! E ainda incita a violência conjugal.

E ainda tem esta:

Passa, passa três vezes
O último que ficar
Tem mulher e filhos que não pode sustentar. 
(aí começa o desemprego)

 



 Escrito por Carol às 20h44
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Não tem jeito, a vida é difícil e encantadora.
O charme mora nos detalhes, pequenos e significativos.
Pode ser uma música que você ouve no rádio do carro;
Pode ser uma mania ou até mesmo o silêncio;
Pode ser tomar sorvete de maçã na Paulista.
Não há para onde correr, é tudo muito tumultuado e no meio do caminho é possível que você esbarre com alguém sem querer e perceba delícias como sorrir, conversar sobre bobagens ou até não dizer nada e estar confortável assim mesmo fixando lindos olhos verdes e viver de abraços que fácil fácil poderiam durar uma vida inteira.
Sorte a sua se alguém cruzar sua linha, embolar seus fios, danificar o sistema, bagunçar tuas horas, tirar seu sono.
Sorte sua se encontrar arte e carinho e puder compartilhar tuas idéias e trocá-las com gente que escreve, filma, chora, pinta, canta e vive. E Ama.
O amor que promove silêncio, aguça a audição e orquestra os sentimentos.
Aquele tumulto, outrora quase ensurdecedor, e que agora não é capaz de competir com a suave batida dos corações. Meu e Seu. O Tempo congela. A Hora Voa.
O amor que não se explica, que apenas se sente. Que sente a respiração se tornar forte e mais prolongada que a ordinária. A extensão de um sentimento e de uma sensibilidade que se torna quase cósmica.
O amor que congela nosso tempo, habita nosso pensamento, anestesia uma multidão barulhenta, acelera o relógio e promove o silêncio dentro da gente.
A vida aos dezesseis é confusa na simplicidade e arrebata a cada descoberta.
Aos vinte e poucos, é mais simples e só complica quando a gente permite.
E aí o prazer da descoberta é melhor saboreado e percebido.
Compartilhado e Dividido. Com Você.

Cha, achei tão lindo que roubei mesmo...hehehehehe...

 

 



 Escrito por Carol às 18h55
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OLHA O MENINO OLHANDO

Quando eu era criança, bastava abrir um berreiro na fila do supermercado, ou da escola, ou da feira de abobrinhas de uma cidade do interior, para minha mãe fazer uma cara de "tsc tsc" e dizer: olha o menino olhando! Aposto todas as moedas de um centavo que eu tenho que a sua mãe também fazia o mesmo. Acho que para ser mãe tem que saber amamentar, trocar fralda e contar a história do menino. Outro dia, quando eu estava na padaria, a filha de uma senhora começou a pular e gritar. Aí a mulher apontou pra mim e disse: "Nooossaaa, o que a menina vai pensar de você, não é, menina?"
E eu com a minha delicadeza de um elefante numa loja de cristal, fechei a cara e respondi: "Não vou pensar nada." Só em nome dos velhos tempos.
Não estou questionando as táticas que as mães usam para fazer seus filhinhos calarem a boca. É fato, todas precisam recorrer a esse moleque onipresente e onisciente de vez em quando. Afinal, quer mico maior do que estar bem tranquila no shopping quando o pentelho rola no chão em posição fetal e diz que quee ganhar o boneco azul? (vira e mexe as crianças choram por um boneco azul, repare). É muito pior do que quando seu pai pega você fazenco coisas com seu namorado (hum, pensando bem, não é pior não).
O problema é quando a gente cresce e o menino continua na nossa cabeça. É o que eu chamo de "medo do menino", que não é um nome muito criativo, mas medo das batatas-doces é que não poderia ser né?! Já tive esse medo, que não é nada mais nada menos do que se preocupar o tempo todo com a opinião dos outros. Cortava o cabelo e me recusava à ir ao colégio, com medo de que ninguém fosse gostar. Usava uma roupa diferente e, no meio do caminho, voltava pra casa, temendo o que iam falar! Ficava o tempo todo imaginando o que as pessoas iam pensar de mim.
Não sou mais assim (ainda bem, porque senão eu não teria uma comunidade no orkut e nem escreveria neste blog, que só por Deus alguém ter uma idéia de medo do menino né...hehehehehe). É claro que de vez em quando eu ainda temho um momento-menino, mas, em geral, faço o que eu acho legal, sem ligar para os outros. Até porque percebi que as pessoas estão muito ocupadas pensando nelas mesmas para repararem que sua meia fúcsia é um pouco demais ou que você não deveria ter feito o que fez na festa de ontem (e por falar nisso o que voc~e fez, hein???). Claro que ouvir a opinião dos outros é legal, a não ser que você more nem uma ilha, mas "ouvir" e "depender" são coisas bem diferentes.
O importante é que acabar com o medo do menino é fundamental para ser feliz. Que bonito isso, acho que dá pra ganhar uma grana...hehehehehe...



 Escrito por Carol às 19h45
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Pensando em Música (??)

 

Na há dúvida de que ao apetite do consumidor importa menos o sentimento em virtude do qual nasce a obra de arte do que o sentimento que a obra produz, à ganância em termos de prazer que ele persegue. Este valor prático do motivo da arte foi sempre solicitado, mesmo na época do iluminismo vulgar, e Hegel respondeu a certo aristotelismo inerente a esse movimento com as seguintes palavras: “Tem-se perguntado que sentimento deve despertar a arte; se terror e compaixão, por exemplo, e como estes, todavia, podem ser agradáveis como a contemplação de uma infelicidade podendo suscitar satisfação. Esta direção do pensamento remonta aos tempos de Moses Mendelsshon e podem ser encontradas em seus escritos muitas dessas considerações. Masa semelhante investigação não conduz muito longe, pois o sentimento é, entre todas as regiões do espírito, a região mais obscura e indeterminada; o que se sente emotivamente permanece velado na forma da subjetividade individual mais abstrata e por isso também as diferenças da sensação são completamente abstratas, poi não são diferenças da própria coisa... A reflexão que tem por objeto o sentimento contenta-se em observar o efeito subjetivo e suas particularidades, em lugar de submergir-se, para aprofunda-la, na coisa, na obra de arte, e se contenta, portanto, em deixar perder a própria subjetividade e suas condições particulares”.

 

Bom, desde sempre foram analisados os efeitos de uma apreciação através do sentimento e da racionalidade e onde cada um desse nos levam. A partir daí discussões sobre o “gosto” foi inevitável e até hoje causa certos atritos entre correntes artísticas. Coloquei para vocês um trecho de um texto de Hegel em seu “Ensaio  sobre a Etética” e deixo em aberto para cada um pensar sobre este longo assunto. Este será o primeiro de alguns textos onde eu sempre colocarei um assunto relacionado à análise da música e da arte em geral buscando essa discussão sobre gosto e qualidade e onde cada um dele se entrelaçam ou se distanciam. Pensem!!!

Inté!!!



 Escrito por Rafa às 16h09
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E ESTE É O NOSSO BRASIL VERANIL...

 

Um pai de família, desempregado, resolve ir até uma represa pescar uns peixinhos pra ter uma mistura pro arroz-e-feijão. Sem querer ele pesca uma espécie em extinção e é preso. Enquanto ele é espancado e humilhado pela nossa competente polícia, sua esposa dá entrada no pronto socorro municipal e perde seu bebê numa crise nervosa, já que faziam 2 dias que seu marido tinha sumido e não tinha dado sinal de vida..

E do outro lado da cidade, uma bela e jovem moça é autorizada a aguardar em liberdade a sentença da sua participação (que foi comprovada pela mesma) na morte de seus pais.

Em outro canto qualquer, uma outra mãe, também desempregada, pega um xampu no mercado e é presa e condenada a 5 anos de prisão.

E lá do outro lado, pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, são pegos com milhares de reais dos dízimos dos fiéis (com todo o perdão da palavra, idiotas) que deixam de pôr a comida na mesa para os filhos e assim garantir o seu lugar no céu.

E enquanto milhares de pessoas moram embaixo de uma ponte sem ter o que vestir, comer e sem ter um cobertor para aquecer os seus pés cansados, a ex-esposa do Belo vai em rede nacional reclamar que seus filhos estão “passando fome”, já que eles não têm bolacha, doce e danone pra comer, tudo porque o pai está preso e não pode responder o seu processo em liberdade e assim pagar a pensão da dita cuja. Trabalhar ninguém quer não né, a “coitadinha” que tem as duas pernas boas, os braços e enxerga bem não pode fazer faxina, nem passar roupa pra sustentar os luxos de seus filhos que sempre foram acostumados a ter de tudo. Acho que vou fazer um abaixo-assinado pra soltar o Belo, pra ele poder continuar seu trabalho digno e honesto e pra continuar espalhando a morte entre milhares de jovens. Assim ele pode fingir que canta e que é com este dinheiro que ele compra a bolacha doce dos seus filhos.

Ah, pelo amor de Deus, tanta gente faz faxina, pede esmola nas ruas e é um absurdo uma magrelinha dondoca ter que trabalhas. Onde este mundo vai parar?

É gente honesta pagando o pato e a Daslu comprando vestidos de 10 dólares e revendendo a 5 mil reais.



 Escrito por Carol às 11h02
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Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: "Você tem experiência?"
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.

REDAÇÃO VENCEDORA:

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no ch ão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina em vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
"Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"

 

 Escrito por Carol às 10h07
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Para os Pops, ai vai Jazz!!!

Três CDS Da Blue Note em homenagem ao Pop chegam ao mercado - Blue Note Palys Ray Charles,...Plays Sting,...Plays Prince. O tributo ao pianista Ray Charles é o mais agradável e conta com um dueto entre Ray e o cantor Lou Rawls em "That's Where it's At". A canção foi registrada em 1989, na estréia de Rawls na gravadora."What would I Do Without You", interpretada pelo saxofonista Stanley Turrentine também é genial. Já as homenagens a Sting e Prince deixam a desejar, apesar dos discos contarem com participações de jazzistas como a cantora Cassandra Wilson em "When Doves Me", de Prince, e o tropetista Freddie Hubbard interpretar "Fragile", de Sting, a contribuição do jazz  no pop está aquem do que o jazz fez com o soul de Ray, nessa coleção.

Não esquecendo, esta coleção ainda conta com os CDS já lançados, Blue Note Plays Stevie Wonder,...Jobim,...The Beatles e ...Burt Bacharrach.

Para os curiosos e interessados em novas tendências dica dada!!!

Inté!!!!     



 Escrito por Rafa às 16h00
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PUXE O BREQUE

 

Muita gente reclama da qualidade da nossa tevê, que faltam bons programas, coisas divertidas, respeitosas e éticas.

Este pessoal que trabalha na tevê devia pegar um pouquinho mais no pé um dos outros e apertar o próprio nariz e sacar que eles são responsáveis pela educação da parcela do povo que só tem a tevê como referência. Sempre achei que eles poderiam fazer melhor, pois eles devem isto a quem confia seus filhos e tempo livre para a tevê.

Estou escrevendo isso, pois até que comparando nossa tevê com a dos gringos, a nossa é perfeita. E volto atrás no que disse mais acima, pois comparando a nossa tevê com a do Tio Sam, chego à conclusão de que engatinhamos no quesito mundo-cão, comparado aos gringos lôcos.

Imaginem vocês que lá existem programas onde o cenário é um tribunal, a apresentadora é uma juíza, e lá são resolvidos casos variados, desde vizinhos barulhentos até divórcios e guarda de filhos. É como se a lei, para o povo, estivesse no showbizz! Agora, o choque maior foi saber que um tal de Phil Donahue (digamos que ele é o cara que inspirou as Márcias e os Joões Klebérs da vida), podemos comparar o programa dele a uma arena onde os convidados se socam mesmo, a platéia fica gritando “p...,p...” pra mulher que traiu o marido! Daí, do nada, meninas levantam blusa na platéia colocam os seios a mostra. Mas o melhor foi o que fez um convidado que tentava voltar para mulher, quando ela indagou se ele fazia isto porque estava na frente de todo mundo. Pra provar que não, o cara botou o p... pra fora e ficou chacoalhando o meninão pra platéia. E tudo isso ao meio-dia. Agora justiça seja feita, a Márcio e o João Kleber podem ser comparados a Xuxa né...

Só então, pude ver que nós não estamos no fim do túnel, ainda temos bastante caminho pela frente... mas alguém tem, de qualquer jeito puxar o breque, senão já era!



 Escrito por Carol às 20h53
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E a sensação e o saldo final é: RESSACA.
 
Quem não foi, pelo motivo que for, dentre eles:
 
1) porque não é gay e nem simpatizante (MORRA MOCRÉIO, ATUALIZE-SE)
 
2) porque é gay mas não concorda com o "CIRCO" (e vc acha que, sentado com essa bunda no sofá, você está fazendo algo pela sua própria causa, cresça e apareça)
 
3) porque tem medo de multidões (isole-se no meio do mato e ascenda fogueira com pedaços de pau)
 
4) porque é enrustido e não queria que a mamãe visse o filhinho beijando outro cara pela televisão (MORRA MOCRÉIO, é por essas e outras que o preconceito não diminui, enquanto o próprio gay tiver vergonha de sua orientação e condição, não merece respeito mesmo - e estávamos lá para lutar até por esses filhos da puta)
 
Bom, volto a frisar: o sentimento é algo assim indescritivel, ficar no meio daquele povo, quase ou mais de 2 milhões de pessoas (depende em quem vc acredita, no boicote da Policia Militar ou na Associação da Parada) quem estava lá garante, dois milhões era pouco. O calor, a sensação de liberdade, o circo, a viadagem, a alegria, todos essas caracterisitcas e qualidades que permeiam o público gay - estava tudo lá, para quem quisesse ver.
 
Lembro até agora do coro: SER HOMOSSEXUAL É LEGAL!!!!!
 
Isso cantando por dois milhões de vozes é emocionante.
 
Mais saldos positivos:
 
!) Ver a Marta Suplicy desfilando seu Botox
 
2) Ver o Genoino com cara de quem foi o filho da puta que me colocou aqui?
 
3) Ver o Serra fugir da pergunta que caracterizava a Parada: Parceria Civil, afinal nosso prefeito é a favor ou contra?
 
4) Ouvir o maravilhoso Jean Willis proclamar sua independencia no discurso de abertura, como ele é tudo...............
 
5) Ver de perto o Bruno Glagiasso e ver que ele é lindo sim........ >
 
6) Ver de perto a Karina Bachi e ver que ela é linda sim........
 
7) Ver aquele monte de drags montadas, cobertas de penas e paetes e perceber que FODA-SE os outros, o que vale é a sua própria felicidade
 
8) Ver um monte de homem musculoso só de sunguinha...
 
9) ver a demonstração explicita de carinho de héteros, gays, lésbicas, travestis e etc...
 
´10) encher a cara de vinho (e olha que eu não bebo)
 
Bom, quem não foi que se faça o favor de ir no ano que vem...
 
ORGULHO É BOM E TODO MUNDO GOSTA...
 
Escrito por Alexandre, o gay mais legal e mais tudo de bom que eu conheço e do qual eu tenho em orgulho de dizer que é meu tio, amigo e companheiro. Xan te adoro por tudo que você é e saiba que por toda a minha vida você é uma das pessoas que eu mais admirarei e me orgulharei. TE AMO PERUA!!!


 Escrito por Carol às 20h15
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S.O.S, jogaram bosta no ventilador!! 

A nosa diva Sandy e Junior (eu nunca consigo separar esses dois), agora canta os clássicos do jazz e da bossa nova, não é lindo isso?

R: Não, é uma merda, pois aquela idiota metida a santinha mal consegue cantar suas próprias músicas, imaginem clássicos do jazz, meu bom Deus eu não sei mais o que pensar para tentar salvar o bom senso nesse nosso planetinha queridinho! Eu falo em bom senso, porque a Arte mesmo já era não tem mais o que salvar,tudo já foi por água baixo faz tempo!!! O pior também, é uma casa como o Bourbon Street, que se diz especializada em Jazz, deixar algo como esse acontecer!!!  Bom, F*D*U TUDO!!

P.S.:Caso alguém fique sabendo de outro show desse e puder, sei lá, fazer algo para matar ela ou até mesmo a família toda, por favor não pensem, façam!!!

Inté!!! Estou de volta!!

 

 



 Escrito por Rafa às 11h37
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DEUS SALVE A AMÉRICA!

Eu, Carolina Almeida Senra, sei como dar um jeito nessa novela "Amerdica".
Primeiro, só devia passar em Minas, pois 99% dos brasileiros pegos na fronteira são mineiros. E os mineiros deviam fugir para os Estados Unidos como os cubanos: nadando. Iam de balsa de queijo. Na verdade, é melhor não, mineiro não pode ir de balsa de queijo porque iria morrer afogado, come a balsa antes de chegar em Miami...hehehehehe...
E eu também achoque a Inglória Perez devia inventar um firacão, aí morri todo mundo logo de uma vez, assim teria que começar este fiasco tudo de novo. E sabe porque na novela tem carabina de dois canos? Pra acertar aquelas duplas sertanejas nojentas, já que, não sei se vocês repararam, mas eles escrevem uma cem músicas com apenas quatro palavras: amor, cama, solidão e volta pra mim. Na da contra, claro, mas eu me preocupo com a polícia americana que tem que ver tudo isso, que vergonha!!! Acho que é por isso que tem tanto brasileiro preso por aquelas redondezas. É mole??? Além de mole, nem pra subir né...hehehehehe...

Ah, e aproveito o ensejo para demonstrar a minha indignação e declarar morte ao Gabriel Pensador, aquele FDP estragou uma música linda da Legião (Quase sem Querer) e transformou num rap sem-vergonha e xinfrim...

 

 

 



 Escrito por Carol às 20h50
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DESAFINADOS, O RETORNO

    "Desafinando é a que gente segue, leleleô
    Desafinando é que a gente consegue, leleleô
    Desafinado é que a gente chega lá, lalalalalala..."

    Vortemos povo, e até com musiquinha pra vocês cantarem...hahahahaha
    Finalmente pagamos a conta e agora podemos escrever novamente e livremente...hehehe
    Este é um post só de teste, pra ver se todos conseguem ver e se todos decoram a música.
    Quero todo mundo cantando da próxima vez...hehehehehehe

 



 Escrito por Carol às 21h28
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