Pensando em Música (??)
Na há dúvida de que ao apetite do consumidor importa menos o sentimento em virtude do qual nasce a obra de arte do que o sentimento que a obra produz, à ganância em termos de prazer que ele persegue. Este valor prático do motivo da arte foi sempre solicitado, mesmo na época do iluminismo vulgar, e Hegel respondeu a certo aristotelismo inerente a esse movimento com as seguintes palavras: “Tem-se perguntado que sentimento deve despertar a arte; se terror e compaixão, por exemplo, e como estes, todavia, podem ser agradáveis como a contemplação de uma infelicidade podendo suscitar satisfação. Esta direção do pensamento remonta aos tempos de Moses Mendelsshon e podem ser encontradas em seus escritos muitas dessas considerações. Masa semelhante investigação não conduz muito longe, pois o sentimento é, entre todas as regiões do espírito, a região mais obscura e indeterminada; o que se sente emotivamente permanece velado na forma da subjetividade individual mais abstrata e por isso também as diferenças da sensação são completamente abstratas, poi não são diferenças da própria coisa... A reflexão que tem por objeto o sentimento contenta-se em observar o efeito subjetivo e suas particularidades, em lugar de submergir-se, para aprofunda-la, na coisa, na obra de arte, e se contenta, portanto, em deixar perder a própria subjetividade e suas condições particulares”.
Bom, desde sempre foram analisados os efeitos de uma apreciação através do sentimento e da racionalidade e onde cada um desse nos levam. A partir daí discussões sobre o “gosto” foi inevitável e até hoje causa certos atritos entre correntes artísticas. Coloquei para vocês um trecho de um texto de Hegel em seu “Ensaio sobre a Etética” e deixo em aberto para cada um pensar sobre este longo assunto. Este será o primeiro de alguns textos onde eu sempre colocarei um assunto relacionado à análise da música e da arte em geral buscando essa discussão sobre gosto e qualidade e onde cada um dele se entrelaçam ou se distanciam. Pensem!!!
Inté!!! 
Escrito por Rafa às 16h09
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