Não tem jeito, a vida é difícil e encantadora. O charme mora nos detalhes, pequenos e significativos. Pode ser uma música que você ouve no rádio do carro; Pode ser uma mania ou até mesmo o silêncio; Pode ser tomar sorvete de maçã na Paulista. Não há para onde correr, é tudo muito tumultuado e no meio do caminho é possível que você esbarre com alguém sem querer e perceba delícias como sorrir, conversar sobre bobagens ou até não dizer nada e estar confortável assim mesmo fixando lindos olhos verdes e viver de abraços que fácil fácil poderiam durar uma vida inteira. Sorte a sua se alguém cruzar sua linha, embolar seus fios, danificar o sistema, bagunçar tuas horas, tirar seu sono. Sorte sua se encontrar arte e carinho e puder compartilhar tuas idéias e trocá-las com gente que escreve, filma, chora, pinta, canta e vive. E Ama. O amor que promove silêncio, aguça a audição e orquestra os sentimentos. Aquele tumulto, outrora quase ensurdecedor, e que agora não é capaz de competir com a suave batida dos corações. Meu e Seu. O Tempo congela. A Hora Voa. O amor que não se explica, que apenas se sente. Que sente a respiração se tornar forte e mais prolongada que a ordinária. A extensão de um sentimento e de uma sensibilidade que se torna quase cósmica. O amor que congela nosso tempo, habita nosso pensamento, anestesia uma multidão barulhenta, acelera o relógio e promove o silêncio dentro da gente. A vida aos dezesseis é confusa na simplicidade e arrebata a cada descoberta. Aos vinte e poucos, é mais simples e só complica quando a gente permite. E aí o prazer da descoberta é melhor saboreado e percebido. Compartilhado e Dividido. Com Você.
Cha, achei tão lindo que roubei mesmo...hehehehehe...
Escrito por Carol às 18h55
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